Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Qimonda

Outra das empresas que está a ter problemas nesta crise económica é a germânica Qimonda, que recentemente declarou falência, sendo muito provável que a filial Portuguesa, com contratos com algumas tecnológicas nacionais, tenha também a mesma sorte.

Desde o pedido de insolvência feita pela empresa-mãe a 23 de Janeiro, após a confirmação que a empresa se encontrava em falência e que levou a uma queda de 58% no valor das acções, que os responsáveis pela empresa e as autoridades alemãs procuraram ainda encontrar uma solução viável que evitasse a falência e a ida para o desemprego dos seus trabalhadores que não forem absorvidos por outras empresas do ramo.

 

Tendo a empresa valor nas suas actividades de investigação e desenvolvimento nos chips de memórias, foram surgindo investidores interessados na sua compra ao longo da última semana de Janeiro, dado que existe potencial para capitalização da investigação feita. Desta forma é compreensível que desde o pico resultante do anúncio da entrega do pedido de insolvência, as pesquisas não tenham voltado para os valores anteriores e o interesse se tenha mantido.

 

Para além de todos os aspectos negativos ligados à falência de uma empresa, os consumidores também poderão vir a ser penalizados com a subida dos preços das memórias para computadores devido à quebra de oferta no mercado.


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publicado por Sócrates às 15:07 | link | comentar

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
FIAT

De entre as indústrias que estão a ser mais afectadas pela crise económica mundial, a indústria automóvel tem estado em foco nos últimos tempos. No nosso país temos o exemplo da paragem forçada da Autoeuropa, assim como o recente anúncio da dispensa de 254 trabalhadores temporários.

Mas não só por cá os problemas existem. Também o gigante estado-unidense da indústria automóvel Chrysler vê-se a braços com uma situação bastante complicada, que deu origem a rumores de uma possível associação com a italiana FIAT.

Gráfico das pesquisas por FIAT durante o mês de Janeiro

Como não podia deixar de ser, face a estes rumores e para quem se interessa por economia ou simplesmente pela indústria automóvel, há a necessidade de recolher o máximo de informação possível e cruzar notícias. Os rumores que tinham vindo a aumentar durante este mês de Janeiro, atingiram o seu auge no dia 19 foram então confirmados no dia 20 com o anúncio dos termos do acordo. A FIAT, sem investir qualquer capital, passa a possuir 35% da Chrysler, dando em troca acesso à tecnologia de fabrico de veículos ligeiros.

 

Apesar deste acordo significar que a FIAT pode com relativa facilidade entrar no mercado automóvel estado-unidense, o anúncio que se seguiu, dando conta de uma quebra nos lucros relativos ao ano de 2008, levou a que as acções da empresa desvalorizassem e a sua transacção fosse suspensa na bolsa de Milão.

 

Face a esta realidade há já quem fale numa possível aliança com a francesa Peugeot, já anteriormente ponderada. De notar que a FIAT suspendeu também a sua produção nas unidades italianas durante o período de 16 de Dezembro a 12 de Janeiro, o que poderá explicar os valores anormalmente altos de pesquisas para um domingo no dia 11 de Janeiro.



publicado por Sócrates às 12:45 | link | comentar

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Grande por um dia

"Não existe má publicidade excepto o próprio obituário." - Brendan F. Behan

Desconhecemos a opinião do Banco Português de Negócios (BPN) sobre a citação anterior, no entanto a verdade é que, por um dia, o BPN deixou de ser um dos bancos menos pesquisados para se juntar aos "grandes".

Não deixa de ser impressionante a subida nas pesquisas por BPN, ocorrida desde que foi anunciada a intenção por parte do Estado em nacionalizar este banco. Desta forma o BPN aproximou-se dos habituais números apresentados pelos restantes bancos, ao contrário do que normalmente acontecia.


"Nacionalização? Mas... Que se passa?"


O anúncio de intenção por parte do Estado deveu-se a denúncias de supostas operações menos claras, alegadamente praticadas pelos anteriores gestores deste pequeno banco. Estas operações colocaram em causa a liquidez do BPN, provocando perdas de centenas de milhões de euros. Por forma a salvaguardar os interesses dos clientes do banco, o Governo reunido em Conselho de Ministros no fim-de-semana da 1 e 2 de Novembro tomou a decisão de avançar para a nacionalização e assim controlar as más práticas passadas.




Não deixa de ser interessante uma tendência já verificada noutras entradas: os fins-de-semana são de descanso, até nas pesquisas. Será assim para todos?



publicado por Sócrates às 18:28 | link | comentar

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
A Crise Económica

A crise económica que estamos a viver tem sem dúvida suscitado o interesse das pessoas pela economia.

A acção concertada de dia 8 deste mês por parte de sete bancos centrais, entre os quais o Banco Central Europeu, não passou despercebida. A diminuição da taxa de juro de referência para empréstimos entre bancos resultou em picos nas pesquisas por "euribor" (ilustrados na figura), um nome bem conhecido por quem tem crédito à habitação e que desta vez pode respirar um pouco (mas mesmo poucochinho) de alívio. Esta atenção prolongou-se durante alguns dias (excepto o fim-de-semana) tendo o seu máximo no dia 13 (2ª Feira).

 

Face à grande volatilidade do mercado bolsista e da situação financeira, a procura pelas notícias de cariz económico também aumentou. As pesquisas por jornais como o

Diário Económico ("diarioeconomico") tiveram um aumento considerável nos dias 8 e 13. Se no dia 8 a possível causa está referida no parágrafo anterior, já no dia 13 a razão poderá estar nas garantias de 20 mil milhões de euros disponibilizados pelo Governo Português à banca nacional. Esperem lá, então os contribuintes passam então a ser, indirectamente, credores da banca? As voltas que o mundo dá.

 

No meio desta alhada económica, para uns Marx é que tinha razão, outros são profetas do retorno da retórica Keynesiana e temos ainda o Nobel da economia deste ano,

Paul Krugman, que já tinha avisado que isto ia acontecer.

 

  - Han? Marx? Key-quantos? Paulo Kru-quê? Quem são eles? Ainda bem que existe a Internet.

 

E assim a crise significa o fim da travessia do grande deserto de pesquisas para alguns nomes, nomeadamente "Marx", "Keynes" e "Krugman".
 

No meio disto tudo, "crise" é outra das palavras que ultimamente não anda, passo a redundância, em crise.



publicado por Sócrates às 18:48 | link | comentar

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